Na vida e na arte: curta propõe mergulho na intimidade e no amor

Um casal apaixonado na vida e na arte. O resultado disso? Uma produção que promete um mergulho na intimidade e no amor. Essa é a proposta de Intimidade, com direção do santa-cruzense, Fred Luz, e que concorre na Mostra Competitiva Brasil, no primeiro Festival de Cinema de Santa Cruz.

No elenco, a porto-alegrense Carla Elgert. Carla e Fred contam que o curta “parte de uma combinação muito feliz: uma atriz que transborda e um diretor apaixonado por contar histórias. O processo criativo foi quase um exercício de dois profissionais que se amam e que se somam. O curta começou (e terminou) de uma forma muito despretensiosa”, afima ela.

Eles estavam de férias em Nova York, em um local que os inspirou a falar de amor. O roteiro começou a ser escrito em meio a uma brincadeira. “Olhamos os melhores horários da luz e começamos a experimentar, trocar e criar em conjunto. Aí tudo se desenvolveu de uma forma muito natural. O desafio imposto por nós mesmos era conseguir fazer um curta genuíno ao ponto de ser feito apenas por nós dois, natural, íntimo, sensível e provocador”, conta Carla.

A proposta, ainda que tenha surgido de uma ideia despretensiosa, teve um belo resultado e hoje é uma das escolhidas na seleção oficial do Festival. O sentimento, conforme contam eles, é de realização. “Exibir um filme tão íntimo, sincero e provocador é incrível, ainda mais dividindo a sala de exibição com a família, amigos e artistas. Isso nos encanta. Foram nossas cidades natais que despertaram nossa paixão pelo audiovisual”.

A notícia da seleção foi entregue pela mãe de Fred, com o coração transbordando de orgulho. “Dava para sentir a energia dela mesmo a distância. Uma mistura de alegria, orgulho e felicidade. Ouvir a notícia da seleção para o festival foi muito importante, pois nos fez viver o momento que a cidade está passando. Estarmos juntos, os dois no carro, foi muito gostoso, pois este trabalho surgiu de uma transpiração nossa, em conjunto, ele é o resultado disso. Essa notícia nos despertou uma vontade enorme de voltar para casa e viver isso”.

E por falar em casa, Fred tem orgulho em dizer que é de Santa Cruz do Sul. Por isso, a participação no Festival tem significado especial. “Santa Cruz é parte de mim, estudei e frequentei a UNISC por mais de 10 anos, primeiro na Educar-se e depois na universidade. E isso acabou sendo minha base para trabalhar hoje em São Paulo e fora do Brasil com o audiovisual”.

Tendo vivido a realidade do cinema no interior e na grande metrópole, Fred diz que fazer cinema hoje está muito diferente de como era há poucos anos atrás. Devido à ferramentas que estão muito mais acessíveis, ele garante que Santa Cruz do Sul está mais perto de São Paulo ou de qualquer outro polo de produção cinematográfica. A diferença, segundo ele, é que por hoje trabalhar com audiovisual em grandes polos de produção do mundo, como Bollywood, Estados Unidos e Europa, está mais próximo das maiores produções e dos mais renomados profissionais. “Consequentemente acabam surgindo mais possibilidades e projetos encantadores”, avalia. Contudo, para contar grandes histórias não é preciso estar em meio aos grandes polos de produção.

Fred e Carla destacam que o Festival será um momento inesquecível. “Estarmos reunidos com nossa família, na terra natal do Fred para assistir um filme feito com tanto carinho, é uma combinação que vamos contar por muito tempo”, garante Carla.

Eles ressaltam ainda os benefícios do evento à cidade. “Para a cidade, achamos que será um convite para viver o cinema, a arte. Estas iniciativas pertencem a pessoas inquietas que transformam pessoas e cidades. Esperamos de coração que esta edição seja a primeira de muitas desse festival”, comentam.

O curta Intimidade será exibido na quarta-feira, 24 de outubro, no Auditório Central da Unisc, a partir das 19h15.

Esta matéria faz parte de uma série de entrevistas realizadas com alguns dos indicados da Mostra Competitiva Brasil. Confira! http://festivalsantacruzdecinema.com.br/2018/10/15/as-pecas-chave-por-tras-dos-filmes/

Texto: Débora Silveira

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