O que a comunidade santa-cruzense e região pensa sobre um Festival de Cinema em SCS

De 23 a 26 de outubro Santa Cruz do Sul e região tem a oportunidade de viver intensamente a sétima arte. A realização do Festival Santa Cruz de Cinema – 1ª edição – tem como objetivo transformar o município em um centro de produção, vivência e disseminação do cinema.

Mas o que a comunidade santa-cruzense e da região pensa sobre a realização do evento? Perguntamos aos visitantes da Mostra Competitiva Brasil para descobrir.

Zarita Armborst é professora aposentada e moradora de Santa Cruz do Sul. Ela apoia a iniciativa e a define como muito boa, pois, em sua concepção, tudo o que envolve cultura é relevante. Zarita diz gostar de cinema, assim como aprecia teatro, mas sente falta de mais espaços em Santa Cruz para as artes cênicas. Por isso, as expectativas para com o Festival são positivas.

Quem também aprova e torce pela iniciativa é o publicitário Ricardo Richter. “Acho absolutamente fantástico! Uma ilha de cultura em meio a esse marasmo que é Santa Cruz do Sul”, afirma. Apreciador da sétima arte, o santa-cruzense diz esperar que a iniciativa tenha vida longa.

Espectador do Festival, Richter tem passagem pelo audiovisual. Quando ainda não pensava ser publicitário e estudava Arquitetura em Porto Alegre, participava de um grupo denominado Câmera 8, que fazia filmes sobre galerias de arte em POA. O dinheiro arrecado era usado para fazer filmes autorais. Entre esses filmes está o 226, produção que aborda a demolição da casa de sua vó, no centro de Santa Cruz do Sul. A película rendeu dois prêmios de melhor fotografia em festivais em São Paulo e Gramado.

O publicitário ressalta a importância de festivais, como o de Santa Cruz, para valorizar os profissionais que se dedicam a fazer curta-metragem, sendo que esse tipo de evento é uma das poucas oportunidades para o pessoal que trabalha com esse tipo de produção poder mostrar o seu trabalho.

Ricardo Richter já foi premiado por realização de filme

A estudante de Relações Públicas, Caroline Vogt, de Sinimbu, se diz animada com o Festival. “É legal porque é algo completamente diferente do que temos em Santa Cruz e porque irá fazer com que o pessoal conheça o formato curta-metragem”, avalia. Para Caroline, o Festival irá valorizar esse tipo de trabalho, inclusive de quem está começando, como é o caso de alunos da universidade que possuem um documentário concorrendo na Mostra Competitiva Brasil. Ela acredita ainda que o evento vem para mostrar a capacidade do município em produzir conteúdo audiovisual e sediar esse tipo de iniciativa.

Aline Castro, também estudante de Relações Públicas, ressalta a troca de conhecimento que o Festival permite. “Possibilita conhecer artistas e obras diferentes do que estamos acostumados a ver”, destaca. Ela elogia o fato de o evento ter aberto as portas para receber produções não só daqui, mas de todos os cantos do país, trazendo diversidade.

As estudantes, da esquerda para direita, Aline e Caroline

De Cachoeira do Sul, Angela Bulssing veio com a filha, Alessandra Moreira e Silva, para sanar a curiosidade de como funciona um Festival de Cinema. “Viemos para conhecer e saber como funciona”. Ela ressalta que essa é uma boa oportunidade para incentivar a cultura em uma cidade do interior. “A gente vê o Festival de Cinema em Gramado e parece algo tão distante, mas agora também temos aqui”, comemora.

Angela Bulssing e Alessandra Moreira e Silva

E você? O que acha da iniciativa? Se ainda não participou do evento, ainda há tempo. O Festival vai até a próxima sexta-feira, dia 26. Confira a programação, aqui.

 

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