Nova Iorque é o curta-metragem vencedor do 2° Festival Santa Cruz de Cinema

A noite desta sexta-feira, 25, foi marcada pela cerimônia de premiação do 2° Festival Santa Cruz de Cinema. O curta-metragem pernambucano Nova Iorque (Recife-PE) é o grande vencedor desta edição do evento. Dirigido por Leo Tabosa, a produção venceu nas categorias Melhor Filme, Direção e Fotografia – esta última a cargo de Beto Martins. Gravado em 2018 no interior do Pernambuco, o filme retrata um drama com tons fantásticos que conta a relação de um garoto com sua professora, interpretada por Hermila Guedes, atriz que já atuou em produções para televisão e longa-metragens. Além do troféu Tipuana na categoria de Melhor Filme, Nova Iorque ganha R$ 10 mil, premiação oferecida pelo Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Sul (Sesc/RS).

Foto: Letícia Pacheco

O curta-metragem Mulher LTDA. (Porto Alegre-RS), dirigido por Taísa Annes, foi vencedor das categorias Direção de Arte e Melhor Filme. Outro destaque foi a produção paulista Amor aos 20 anos (São Paulo-SP), que recebeu o troféu Tipuana pela trilha sonora, assinada por Arthur Decloedf, e pela escolha do júri popular.

Já na categoria de Melhor Atriz, a comissão julgadora do festival decidiu oferecer o prêmio a três mulheres retratadas no curta-metragem documental Amor Só de Mãe (São Paulo-SP), que conta a história de mulheres encarceradas na Cadeia Pública de Franca, no interior de São Paulo. Ana Leia Casarote Milan, Elisabette Aparecida Florencia e Maria Aparecida Borbota Moreira Faval (Nina), receberam o troféu Tipuana como proposta de interpretação de personagem social; e Alexandre Amador ficou com o prêmio de Melhor Ator, pela atuação no filme Vigia (Rio de Janeiro-RJ).

Lucas Lazarini foi escolhido na categoria Montagem, pelo trabalho realizado com Magalhães (Campinas-SP); na categoria Desenho de Som quem venceu foi Juan Quintás, com a produção Dia de mudança (Porto Alegre-RS); e o troféu de Roteiro ficou com os irmãos Carvalho, com o filme Eu, minha mãe e Wallace (Rio de Janeiro-RJ).

A comissão julgadora também decidiu realizar menção especial ao filme Aulas que Matei(Brasília-DF), dirigido por Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia, pela capacidade da produção de mostrar como o cinema é instrumento de debate de temas fundamentais da vida social brasileira.

Na Mostra Olhares Daqui, com produções de alunos e ex-alunos da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), o filme vencedor foi Terrorismo Lírico, dirigido por Jonatan Pacheco, produzido por Gabriela Dullius e montado e finalizado por Bruno Cabral.

Homenagem a Jorge Furtado

Além da premiação, a noite de encerramento do festival também foi marcada pelas homenagens ao diretor Jorge Furtado e ao ator Leandro Firmino. Como homenageado do evento, Furtado foi agraciado com o troféu Tipuana como reconhecimento pela sua longa trajetória de contribuições ao cinema brasileiro. O cineasta gaúcho afirmou estar muito feliz por ser o homenageado da segunda edição e poder prestigiar a produções cinematográficas de todo Brasil: “é muito bom ver jovens fazendo cinema e pensando e planejando seus próximos trabalhos”, contou.

Já Firmino – que, entre outras produções, tem como marco em sua carreira a interpretação de uma das personagens mais lembrados da cinematografia nacional, o Zé Pequeno, de Cidade de Deus –, foi o primeiro a receber o Prêmio Tuio Becker. O ator destacou seu amor pela profissão: “Após Cidade de Deus, eu pensei em desistir, mas com a ajuda dos meus pais e amigos, que falaram que eu não deveria desistir, que eu deveria continuar, que eu tinha talento, eu não desisti. Receber essa homenagem hoje, prova que eu realmente tomei a decisão certa”.   

CategoriaVencedores
Melhor filmeNova Iorque (Recife-PE)
DireçãoLeo Tabosa (Nova Iorque / Recife-PE)
FotografiaBeto Martins (Nova Iorque / Recife-PE)
Direção de ArteTaísa Annes (Mulher Ltda. / Porto Alegre-RS)
AtorAlexandre Amador (Vigia / Rio de Janeiro-RJ)
AtrizAna Leia Casarote Milan, Elisabette Aparecida Florencia e Maria Aparecida Borbota Moreira Faval (Nina) – receberam o troféu Tipuana como proposta de interpretação de personagem social (Amor só de mãe / São Paulo-SP)
RoteiroIrmãos Carvalho (Eu, minha mãe Wallace / Rio de Janeiro-RJ)
MontagemLucas Lazarini (Magalhães / Campinas-SP)
Trilha SonoraArthur Decloedf (Amor aos vinte anos / São Paulo-SP)
Desenho de SomJuan Quintás (Dia de Mudança / Porto Alegre-RS)
Melhor Filme GaúchoTaísa Annes (Mulher Ltda. / Porto Alegre-RS)
Menção EspecialAulas que Matei (Brasília-DF), dirigido por Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia
Mostra Olhares DaquiTerrorismo Lírico, dirigido por Jonatan Pacheco, produzido por Gabriela Dullius e montado e finalizado por Bruno Cabral (Santa Cruz do Sul-RS)

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